quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A life that no one wanted -4-




                                             

   E ele me deu um beijo. Meu coração pulou, minha mão tremeu... Senti um frio na barriga. Acho que nós ficamos nos beijando uns trinta segundos, por que depois Vitória nos interrompeu.
'' Nossa! Vocês ficaram uma eternidade se beijando, era só um selinho! ''
'' Hm..'' Falou Daniel.
'' Foi mal.'' Falei.
 Olhei para Hugo e Jack, eles estavam me encarando. Desviei o olhar rapidamente.
'' Agora vamos ver... Eu e Hugo.''
 '' Hm... Eu tiro. '' Falei.
'' Qual é a garota que Hugo está amarrado? '' Falei.
'' È isso mesmo? '' Hugo pegou o papel para ler.
'' Eu sei quem é. '' Falou Vitória.
'' Epa! Nada disso! È trapaça! ''
'' Ai, qual o problema, Hugo? Eu sou sua melhor amiga, acha que eu não ia saber disso? ''
'' Não diga. ''
'' Tá, tá. Então vamos para o mico, que só HUGO vai pagar! ''
 Ela puxou o bilhetinho.
 Vitória começou a rir que nem uma doida.
'' O que foi? '' Perguntou Rayane.
'' Ele tem que beijar uma pessoa de outro casal...''
 Rayane sorriu na hora. Parecia trêmula, e seu sorriso estava tão aberto que achei que ela ia romper o maxilar.
 Vitória pegou o nome meu e de Rayane. E quando pegou fez uma cara tensa, e depois começou a rir de novo.
'' Vai logo! '' Falou Jack.
'' Gente, não sou eu que decido, tá? Alguém vai ficar com raiva aqui... É a Lexia.''
 '' Eu???!!!'' Exclamei.
 Eu queria pedir para passar a vez para Rayane, mas assim Hugo pensaria que eu não gosto dele, oque é ao contrário, ele é muito gatinho e simpático. Mas , sabe né, o meu coração escolheu Daniel.
 Olhei para Hugo, ele estava sorrindo. Depois para Rayane, ela estava me encarando com muito ódio. Daniel olhava furioso para Vitória, que ainda ria. Jack olhava com um olhar de mal para Daniel. E eu lá.
'' Hugo se você quiser, eu passo a vez para Rayane, por que ela gosta de você e...''
'' È! Devia passar a vez para mim. A Lexia ja é do Daniel.'' Rayane continuou. Eu já sabia que Hugo sabia que Rayane gostava dele, ela mesma confessou.
'' Eu sou do Daniel? '' Perguntei.
 Daniel cochichou alguma coisa para Rayane. Ela ainda expressava uma cara furiosa, mas parou.
'' Temos que ser fiéis ao jogo.'' Falou Hugo. Eu olhei com uma cara para ele, que não sei. Ele pareceu sério.
'' Tudo bem, vão em frente! '' Falou Vitória, morrendo de rir ainda. Não sei por que.
 Suspirei . Continuei sentada no mesmo canto. Hugo veio para mim, e me deu um beijo. Eu tentei afastar, mas ele continuou.
'' Hugo...'' Murmurei, tentando sair.
'' Para, cara.'' Falou Jack, puxando ele.
'' Ah, foi mal. '' Ele amarrou a cara, mas não estava com mais vergonha do que eu.
 Daniel estava calado. Rayane ao perceber que Hugo ainda queria me beijar, que não era só por que era a regra do jogo, ( Ah, deu pra perceber né? Por isso fiquei ainda mais sem graça! ) Olhou furiosamente para Hugo e para mim. Ah, eu não tinha culpa. Ele é muito lindo, e as vezes a fofura de alguns garotos nos atrai. Mais eu tentei recuar.
'' Beleza. Agora são vocês e...''
'' Que tal a gente fazer verdade ou consequência?'' Sugeriu Rayane.
'' Òtimo. '' Falou vitória.
'' Boa idéia. '' Falou Daniel.
'' Tanto faz.'' Falou Jack, que recebeu em troca um gelo de Rayane.
'' Seria ótimo.'' Falou Hugo, olhando para Jack, com uma expressão maléfica. Espero que não tenha nada haver comigo.
'' Tenho uma garrafa de água vazia. Está na mesa, vou pegar. '' Falou Daniel, enquanto se direcionava á mesa.
'' Pronto.''
'' Eu giro. '' Falou ele.
'' Não, eu giro.'' Falou Vitória.
'' Eu giro! '' Falou Jack.
'' Tanto faz...'' Falou Hugo, olhando para mim.
'' Eu giro.'' Falou Rayane.
'' Gente, gira qualquer um aí, vocês revesam.''
 Todos concordaram e me deram a garrafinha.
'' Hã?''
'' Vai. Gira. '' Falou Daniel, me olhando sorrindo.
 Fui no seu encanto e girei. A garrafa girou, e meu coração foi pulando.
'' Gente, só pode escolher verdade 2 vezes.'' Falou Vitória.
 Suspirei. A garrafa girou, e deu Hugo e Vitória.
'' Verdade. '' Falou Vitória.
'' È verdade que você já ficou afim de mim? '' Falou Hugo, com uma cara de mal.
'' Ah, Hugo. Querendo compartilhar? Você sabe que sim. ''
 '' Òia! '' Falou Jack, rindo.
'' Que graça...'' Falou Vitória.
 Rayane, Hugo, eu e Daniel só observávamos.
'' Agora sou eu! '' Girou Rayane. Botando fé, acho que era para dar ela e Hugo, mas deu eu e Jack.
'' Verdade ou consequência? '' Perguntou Jack.
'' Verdade. '' Falei.
'' Hum... È verdade que Daniel é o mais bonito daqui? ''
 Daniel olhou para mim. E eu sorri.
'' È.''
 Jack e Hugo se entreolharam, parecendo desapontados.
'' Ah, peraí! Eu não to dizendo que vocês são feios. Vocês são lindos.''
 Graças a Deus, eles sorriram. Arrumei uma saída.
 '' Mas o mais bonito, é o Dani...'' Falei, dando um sorriso para ele, que me contribuiu com um bem feliz.
'' Obrigada, Lexia. Você também é a mais bonita daqui.'' Ele falou.
'' Aw, que fofinho! '' Falou Vitória.
 Eu acho que eu e Rayane não nos demos muito bem, por que ela continuou me encarando.
'' Vão girar ou não? '' Ela falou, com uma má expressão.
'' Eita, calma, mau humorada! '' Falou Vitória.
 Dessa vez quem girou foi ela, e parou eu de novo. Que droga!
 '' Alexia e.... Hugo.''
'' Verdade ou consequência?'' Falou Hugo.
'' Verdade.'' Sorri.
'' Lexia, minha linda, quem você beijou pela primeira vez?''
 Minha linda? Hum.
 Eu fiquei de cabeça baixa por um momento, e eu parecia estar triste, por que eles perguntaram oque foi.
'' Nada...'' Falei sorrindo.
'' Então responde logo! '' Falou Rayane.
 Encarei ela um pouco, e enfrentei eles.
'' Foi com o Daniel, agora.''
 Eles ficaram uns trinta segundos imóveis olhando para mim, inclusive Daniel. Que quebrou..
'' FIIIIIIIIRST! '' Gritou Daniel do nada, erguendo os braços pra cima. Eu comecei a rir, e ele também. O resto do pessoal pareciam imóveis.
'' Qual o problema, gente?'' Falou Daniel.
 Eu voltei a sentir muita vergonha.
'' Sei lá... Uma garota tão linda e beija pela primeira vez com catorze anos!'' Falou Hugo, e Jack confirmou.
Eu senti mais vergonha ainda, e comecei a ficar vermelha. Ah, legal.
 Rayane deu um gelo em Hugo. Abri meu coração para eles.
'' Gente, eu não era oque vocês estão vendo. ''
'' Duvido que você fosse feia! '' Falou Daniel.
'' Não é isso... Eu era tímida demais. Eu dispensava qualquer garoto que viesse falar comigo, com frases arrogantes, mesmo que fosse para pedir um lápis emprestado.''
 Eles continuaram me encarando.
'' Eu tinha muita vergonha, e o único jeito de aguentar isso foi eliminando de vez. Mas agora, eu perdi a vergonha... Quando vim pra cá.''
  '' Ainda bem né! '' Falou Daniel.
'' È.'' Falou Vitória.
'' Aì você não teria conquistado o Daniel! ''
'' Conquistado o Daniel? '' Falei , meio confusa.
 Daniel olhou para baixo e colocou a mão na testa. Então, ele gostava de mim!
'' È, ele me disse que...''
'' Alguém quer refrigerante?'' Falou Daniel, indo para a porta.
'' Você é doido de ir pegar refri lá em baixo?''
'' Se for pra me livrar dessa situação...'' Sussurou, mas eu fui a única que ouvi.
'' Responde! '' Falou Vitória.
'' Eu estou com sede.''
'' Vou com você.'' Falei.
'' Não, por favor. Fica aí.'' Ele falou para mim. E eu concordei. Como ele tinha perdido o medo tão rápido?
 Ficamos lá esperando. Rayane continuava paquerando Hugo, Vitória falava algo sobre filmes com Jack, e eu preferi não entrar na onda. Passou dez minutos, e eu fui ver oque aconteceu. Provavelmente iam me impedir, mas estavam tão entretidos que nem me viram sair. Daniel estava na escada, em frente a porta. Sentado, olhando para baixo, alisando a cabeça  de Chubby. Tá, eu sentia algo de diferente por ele . Posso ter conhecido em um dia, mas eu acho que o amava. Não precisamos seguir padrões da sociedade . ( precisa-se conhecer por mais de uma semana para apaixonar de verdade ) Eu não sigo isso, não agora... Arrumei meu cabelo e fui falar com ele.
'' Desistiu de pegar o refrigerante?'' Falei.
Sem resposta.
'' Olha, eu tenho que te dizer uma coisa...''
 Arrumei um pouco o cabelo.
'' Se você gosta mesmo de mim... Eu acho que tenho que confessar, que também gosto de você.''
 Ele olhou para mim espantado. Quase não dava para ver o seu rosto.
'' Posso ter te conhecido ontem, mais eu sinto algo diferente quando estou com você.''
 Chubby saiu lambeu Daniel, como se fosse um '' Vou deixar vocês á sós.''
'' E eu espero que isso seja mesmo verdade, por que você não sabe o sacrifício que eu fiz para te falar isso.''
 Ele sorriu, e me deu um abraço, seguido de um beijo. Fiquei no encanto por uns dez minutos , até alguém abrir a porta. Paramos de nos beijar imediatamente.
'' Poxa, cadê o refri?'' Falou Jack.
'' Ah, quer saber? Eu vou buscar.'' E saiu.
'' Lexi, tenho que te pedir uma coisa...''
'' Oque?'' Falei, sorrindo.
'' Namora comigo? '' Ele falou, sorrindo.
'' Eu sei que nos conhecemos agora.. Mas, se for para dar certo, vai dar certo, certo?''
 Achei engraçado os ''certos'' Que ele falou. Pelo visto ele estava nervoso. Pulei e dei um abraço nele.
'' Mas é lógico! '' Falei, bem alto.
 Jack chegou com nós abraçados.
'' Oque eu perdi?''
'' Tudo. '' Falou Daniel, sem parar de me olhar.
'' Parabéns por vocês! '' Falou Jack, que devia ser um adivinhador, ou ficou na escada ouvindo.
'' Valeu! '' Daniel falou.
'' Vamos entrar com a novidade?''
'' Vamos" Daniel falou, e entrou abraçando minha cintura, e eu o seu ombro. Que momento mágico...
'' Perdemos alguma coisa?'' Falou Vitória, não parando de nos olhar.
'' Tudo! '' Falou Jack.
'' Estamos namorando...'' Falei, com o maior sorriso que eu podia dar. E dei um selinho em Daniel.
'' êêêê! '' Rayane começou a dançar sentada. E todos olharam para ela.
'' Que foi? Animação, gente! Temos um casalzinho!''
 Sei, era por que ela ia ficar com o Hugo para ela, tenho certeza!
 '' Ei, parabéns! '' Falou Vitória olhando para nós.
'' Obrigada.'' Falei.
 Olhei para Hugo, ele estava de braços cruzados, e encarando Daniel.
 '' Parabéns.'' Ele falou, com a maior tristeza.
'' Agora posso contar minha história de terror?'' Falou  Hugo. Eu nem me lembrava daquilo!
 Tomamos um refri, e Hugo começou a contar.
'' Bem , é real. Sobre aquela casa de baixo. Eu já disse né? Para vocês todos  . Que um cara assombra lá...''
 '' E de meia noite, ele vem...''
 Deitei nos ombros de Daniel, e ele me abraçou.
'' E vocês sabem... Que já são onze e cinquenta....''
 Odeio isso. Comecei a segurar mais Daniel.
'' E...''
 '' BAM, BAM! ''
'' Não tem graça, Hugo! '' Gritou Rayane, pelos sustos, todo mundo confirmou. Quando eu levei um susto abracei Daniel, que também levou. Dei um beijo nele, e voltamos.
'' Pera, não foi eu que fiz isso  , gente.'' Hugo falou.
'' BAM, Stoc,BAM,STOC.''
 Um barulho de escada veio, e nós começamos a acreditar que era alguém.
'' Ai meu deus, é ele! '' Falou Rayane, abraçando Hugo.
'' Ah, fala sério! Isso é lenda!''
'' Não é não...'' Falou uma voz irreconhecível, do lado da porta.
 Nòs demos um grito em sintonia.
'' MEIA NOITE! Falou Jack, olhando no celular.''
 Eu e Daniel fomos pro cantinho se esconder, enquanto alguém se escondia na cortina, outros na cômoda...
 Ficamos abraçados, e eu fiquei muito tensa.
'' Ai meu deus.'' Gritou Daniel.
'' Oque foi??'' Gritei junto.
'' Eu esqueci de trancar a porta.''
'' AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!'' Eu , Rayane, Jack, Vitória e Hugo demos um grito.
'' Por que você fez isso? Eu te odeio!'' E comecei a bater nele de levinho.
'' Eu te amo.'' Ele falou, e me abraçou.
'' Desculpa gente. Deve ser um ladrão. Se ele quiser matar alguém eu me ofereço.''
 Me derreti toda quando ele disse que me amava, que esqueci de tudo.
 Quando de repente alguém de capuz entrou, e pegou Rayane pelos braços.
 '' Rayane! '' Gritamos.
'' Solte ela agora! '' Falei, me expondo para a frente do homem de capuz.
 Ele tirou uma faca do bolso e me ameaçou.
'' Vem, garotinha...''
'' Por favor, não faça nada com ela...Foi eu que deixei a porta aberta. Eu sou o merecedor! ''
 Daniel se pôs á minha frente e encarou o homem.
'' Não. Quero ela.''
 E saiu do quarto, levando Rayane, que gritava.
'' Não!!!'' Corri. Só que ele pegou a chave e trancou a porta.
'' Nãão! '' Todos gritaram, tentando arrombar a porta. Rayane parou de gritar.
 Nós choramos muito, e choramos, dormimos, no chão mesmo.

A life that no one wanted -3-





  Ele morava na casa ao lado da minha do lado direito. Cheguei em casa totalmente feliz, e depois lembrei que eu tinha esquecido de trazer o meu biquíni do Rio, ou melhor, eu não tinha. Eu só tinha um que eu usava quando eu ia raramente para piscinas, mas está  muito pequeno em mim. E agora?
'' Manhê! '' Exclamei.
'' Oi, filha! ''
'' Por favor, me ajude!! ''
'' Calma, oque foi ?''
'' Eu fui convidada para uma festa na piscina amanhã, e não tenho biquíni!''
'' Que ótimo filha, já está conhecendo novas amigas..Claro que eu dou. Mais primeiro, por favor, me ajude a fazer o almoço. Não precisa ser o frango de coisas doidas, coisinha rápida, tome aqui, cem reais. Para os chinelos, protetor, saída de banho...''
 Eu me espantei. Cem reais? Mais eu realmente, não tinha NADA. Nem saída de banho, nem chinelos de praia, nem uma bolsa básica para ir para essas ocasiões.
'' Poxa mãe, eu tinha mesmo esquecido! Obrigada! Vou preparar um bife.''
'' Obrigada também, filha! ''
 Preparei o bife bem rápido, coloquei algumas cebolas, almocei e deixei no forno.
'' Mãe, já vou indo! São três horas! ''
 '' Ok! ''
 Subi para colocar uma roupa mais chique. Fui no meu armário e coloquei uma calça jeans, uma blusa caidinha e uma sapatilha. Peguei minha bolsa, arrumei meu cabelo. Eu já estava descendo, mas esqueci do mais importante.
'' Ah! Meu celular está lá em cima.''
 Fui pegar o celular, que estava em cima da cama. Do lado da cama tinha uma grande janela, que fazia fronteira com a janela de Daniel. Fiquei olhando, e olhando... Se aquele quarto fosse o dele... Eu podia vê-lo todos os dias.
'' Ai ai...'' Suspirei.
'' Tão lindo. E eu uma garota de cabelos de fogo. '' As vezes eu falo comigo mesma.
 De repente saiu um rostinho daquela janela que eu menos esperava... Era ele! Meu deus será que ele ouviu?
'' Oi...''
'' Oi, Daniel'' Falei.
'' Ouvi sua voz. ''
 Abri um sorriso. Ai meu deus, ele ouviu.
'' Ouviu oque eu falei? '' Me intrometi.
'' Só escutei  , '' Ele é tão lindo e eu uma garota de cabelos de fogo.''
 Ai meu deus, além do cabelo vermelho eu estava toda vermelha.
'' Só queria saber quem era.'' Ele falou.
Ah, uma esperança. Ainda bem que eu não mencionei o seu nome. Sorri e olhei para baixo, morrendo de vergonha.
 De repente quando olhei ele estava vindo para minha janela! Ah , esqueci de dizer, no meio das nossas janelas tem uma árvore, um pouco do lado. E nossas janelas tem piso em baixo. Aí fica mais fácil passar.
'' Daniel, você enlouqueceu? ''
'' Relaxa, eu sempre faço isso. ''
 Ele chegou perto da minha janela e tocou no vidro.
'' Toc toc. ''
 Eu entrei na onda.
'' Quem é ? ''
 Ele riu e entrou, eu ri um pouco também, e ficamos calados uns vinte segundos, até ele falar:
'' Bem , eu esqueci de pegar o seu número de telefone...''
'' È pra já! '' Falei.
 Peguei o telefone da bolsa, e ele ficava me olhando de cima para baixo o tempo todo.
 '' Você está tão linda! '' Ele falou.
'' Você também. '' Eu estava morrendo de vergonha, mesmo.
'' Você vem de biquíni amanhã, não é ?''
 Morri.
'' Por conta disso, vou pensar se vou ou não! '' Falei.
'' Ah, desculpa mesmo, eu pensei alto.''
'' Tudo bem. Eu vou de maiô. Estava indo comprar agora. ''
 Ele riu, e eu fiquei confusa.
'' O que foi ? ''
'' Vai ser difícil achar um maiô.''
'' Hã? ''
'' Deixa para lá. Bem, eu achei que você tivesse trazido um maiô do Rio, mas no nosso shopping não vende maiô.''
 '' Oquê? ''
 Ele deu de ombros.
'' Mais que... Ah! '' Exclamei, com fúria, enquanto gesticulava minha raiva.
'' Calma, pra que maiô? Você é magrinha.''
 Eu já estava envergonhada demais com aquele assunto, então eu mudei.
'' Então, você não quer meu número de telefone?''
'' Claro! ''
 Passei meu número de telefone, e ele já se direcionando a janela parou e olhou para mim.
'' Desculpe incomodá-la...''
'' Que nada. '' Falei.
'' Espero muito que venha amanhã, você é minha convidada especial...''
 Então ele foi embora.
 '' Convidada especial? Um garoto lindo me diz que eu sou sua convidada especial? ''
'' Obrigado.''  Ele falou botando a cabeça na janela.
'' Tenho que parar de pensar alto.'' Falei comigo mesma.
 Ele deu um sorriso e gesticulou um tchauzinho.
 Eu não podia ficar mais passada do que eu estava, acho que eu não vou. Ah, mas eu tenho que ir. Eu sou sua convidada especial... Mas sério, eu ainda não acreditava naquela história do maiô.
 Quando cheguei no shopping entrei na loja de praia mais próxima.
'' Olá. '' Falou uma atendente .
'' Oi! '' Falei.
'' O que você deseja? Temos sandálias, biquínis, chapéus, bolsas...''
 '' Tem maiô? ''
 A atendente deu um risinho.
'' Maiô? Não temos maiô aqui.''
'' Ah...'' Pelo visto eu tinha que comprar um biquíni mesmo.
'' Não tem nessa cidade?''
'' Não. ''
 Florianópolis é onde eu estava, mas tinha um bairro que era todo fechado, tipo um condomínio. E lá tem lojinhas, escola... Pelo visto para comprar um maiô, eu tinha de sair do bairro.
'' Vou comprar um biquíni. '' Falei.
'' Òtimo. ''
 A Atendente começou a me examinar.
'' Gosta de cortininha? ''
'' Hã? '' Falei.
'' È um modelo de biquíni. Eu acho que um cortininha ou babado ia ficar lindo em você. Você é bem feita, cabe em todos os tipos.''
'' Anh... Obrigada... Bem, oque for mais certinho eu uso. ''
'' Como assim? ''
'' Bem... Eu não gosto muito de biquínis... Acho meio incerto. ''
'' Sei um perfeito para você. ''
 A moça trouxe um biquíni que realmente era lindo. Na parte de baixo, tinha uns babadinhos em cima cor de rosa. E na parte de cima, uns babadinhos preto.
'' Vou provar. ''
 Provei, e adorei. Não ficou muito vulgar, e ficou muito bonito.
'' Adorei. Quanto é? ''
'' Cinquenta. '' A moça falou, sorrindo.
 Comprei, e depois uns chinelos, uma linda saída de banho, era tipo um vestidinho, e uma bolsa linda.
 Quando cheguei em casa já era quatro horas. Eu passei o dia no meu quarto , só pensava na festa. Fiquei no pufe que era em frente á janela... E fiquei lá, olhando para baixo...
'' Oi, Alexia! '' Falou uma voz que neste momento para mim foi irreconhecível. Quando olhei, aquele lindo garoto simpático de olhos verdes e cabelos ruivos estava falando da janela de Daniel.
'' Oi, Hugo! '' Falei, sorrindo, me aproximando mais da janela.
'' Oi, beleza? ''
'' Ahan. '' Respondi. Por que Hugo estava na casa de Daniel? Daniel não o odiava?
'' Eu vim aqui por que Daniel me chamou para conversar sobre v...''
'' Vitória! '' Daniel gritou enquanto tapava a boca de Hugo.
'' Vitória? Huuuuuuuuum....''
'' Calma ae , ela tem namorado...'' Eu continuei.
'' Não é , Daniel? Não devia se amarrar em garotas com namorado...'' Hugo falou para Daniel.
'' Eu não gosto da Vitória. '' Falou Daniel, dando um olhar de gelo para Hugo.
'' Eu quero saber também. '' Falei sorrindo.
'' Não, Lexia! È sério! Eu não gosto da Ví! ''
'' Hum...'' Falei.
'' Por que está tão arrumada? '' Falou Hugo, mudando de assunto.
 È verdade, eu estava muito arrumada. Eu estava com uma camisa polo branca, uma saia de tecido rosa, e o meu all-star vermelho.
'' È que eu ia para a casa da minha avó, hoje de noite. Aì eu perdi a vontade depois de me arrumar, meus pais foram e eu esqueci de me trocar. ''
'' Que pena! '' Falou alguém chegando, que eu não conhecia. Fiquei olhando com uma para Daniel...
'' Para com isso, Jack. ''
'' Jack? '' Falei.
'' É... Meu irmão mais velho. Ele tem 16.''
'' Ah.'' Falei.
 O irmão dele colocou o rosto na janela, e caramba, eu estava de frente com um deus grego e seus dois príncipes. O irmão dele era loiro, alto, moreno... Tinha um sorriso impactante.
'' Ah, foi mal aê eu tava brincando. ''
'' Tudo bem.'' Sorri e acho que de um jeitinho tímido querendo dizer: '' Apaixonei'' , Por que Daniel e Hugo ficaram olhando para ele e depois me olhando, aí Jack foi embora e Daniel e Hugo falaram:
'' Também prefere garotos mais velhos? ''
 Saí dos meus sonhos e voltei para a realidade.
'' Hã?''
'' Prefere, cara. Ela tava viajando agorinha. '' Falou Hugo para Daniel.
  Daniel suspirou e Hugo também. È verdade, eu tenho uma certa queda por garotos mais velhos.
 '' Não. Eu só achei seu irmão bonito. E eu não tenho queda SÒ por garotos mais velhos. '' Falei, tomando a maior coragem.
'' Odeio meu irmão.'' Suspirou Daniel.
 '' Sò por que eu sou mais gato que você? '' Exclamou Jack de novo, colocando o rosto na janela.
'' Sai do meu quarto! '' Falou Daniel.
'' Calma aê , campeão! Segura a onda. ''
'' Tchau, gatinha... Te vejo amanhã. Você convidou ela, não foi Daniel? '' Jack falou, olhando para mim, e foi embora.
'' Que lindo...'' Falei alto de novo.
'' Pensando alto? '' Falou Hugo.
 Daniel permanecia calado.
'' Ahan...'' Respondi, com a maior vergonha.
'' O que foi cara? '' Falou Hugo para Daniel.
'' Nada não, meu irmão enche o saco. ''
 Eu ri um pouco.
'' Está sozinha em casa? '' Falou Hugo.
'' Estou. '' Falei.
'' Hum...Tadinha de você. ''
'' Hã? ''
'' Eu não contei a lenda da casa do fim da rua? ''
 A casa do fim da rua? Não era aquela que eu... Bem, eu achava estranha? Aquela velha, com ferrugens?
'' Essa eu quero ouvir. '' Falei.
'' È melhor você não ficar aí. '' Hugo falou.
'' Como assim? '' Perguntei.
 Hugo olhou com uma cara feliz para Daniel, e Daniel para ele, e voltaram para mim.
'' Vem pra cá.''
'' Hã? Eu posso cair! ''
'' Eu te ajudo. '' Veio Daniel. Ele saiu da janela e chegou até mim. Ele me ajudou a ir.
''  Você fica mais bonita a cada hora. '' Falou Daniel.
  Abri um sorriso e continuei andando.
'' Nem é tão difícil! '' Exclamei.
'' È! '' Falou Daniel.
   O quarto de Daniel era totalmente bagunçado. Bagunça ao extremo!cobertor desfeito, tapete desarrumado, livros na cama...
'' Que agonia...'' Sussurrei.
'' Já sei, o meu quarto é muito bagunçado, né? '' Ele falou, um pouco envergonhado.
'' Que nada! Eu que sou muito doida por limpeza. ''
 Ele sorriu.
'' Vamos começar? '' Disse Hugo.
 Eu e Daniel fizemos que sim com a cabeça e sentamos no tapete. Hugo começou a contar.
'' Bom. Antigamente dize-se que....''
 Quando do nada alguém entrou no quarto.
'' Olha só! Vão contar histórias e nem me...''
 O garoto parou e ficou me olhando. Era Jack.
'' Olha oque temos aqui...''
 Ele me olhou de cima para baixo.
'' Muito prazer, viu ? Qual o seu nome? ''
'' È... Alexia...''
'' Que nome bonito... Alexia.''
 Ele pegou minha mão e deu um beijo de leve. Foi tão fofo que nem deu mais vontade de lavar ela.
 Eu fiquei toda sem graça, ele ficou olhando para mim e de repente eu tomei um susto.
'' Tá legal! Agora podemos ouvir a história? '' Daniel deu um grito, tão alto que eu fiquei sem graça, com vergonha, com vontade de ir para casa. Eu fiquei olhando para baixo, e deu pra ver Jack gesticulando para Daniel e apontando para mim.
'' Desculpa, Lexia...'' Falou Daniel vindo em direção a mim.
'' Eu fiquei nervoso.''
'' Tudo bem. '' Falei. E nós sentamos novamente. Jack sentou do meu lado, e ficou bem encostado em mim, enquanto Hugo começava.
'' Bem, dize-se a lenda que a casa enferrujada, velha, e sem dono, que uma pessoa morreu lá. E quando a emergência chegou, o corpo da pessoa tinha sumido. E que hoje, seu fantasma habitua a casa com quatro andares. A maior daqui...''
 Eu tinha medo de histórias de terror, e quando fico com muito medo costumo abraçar a pessoa mais próxima, por isso toda vez que Jack ia para perto de mim, eu me afastava um pouco. Eu só aceitei para dar uma de corajosa.
'' E quando dá meia noite... A luz apaga... Mas só quando falamos dele...''
 A luz apagou do nada, e como esperado, eu dei um grito e abracei Jack.
'' Ah, isso não tem graça!'' Falei olhando para eles.
'' Nem é meia noite! '' Falei.
 Saí muito sem graça dos braços de Jack, e me desculpei.
'' Desculpa o surto. ''
'' Que nada, foi até bom.'' Ele falou, olhando para Daniel, que dava um gelo nele.
'' È verdade . Se fosse meia noite seus pais tinham chegado. ''
 Suspirei.
'' Vou ter que dormir em casa sozinha hoje. ''
'' O que?! '' Os três olharam para mim, espantados.
'' È... Meus pais foram passar um dia lá. Mais mudaram para dois, então, eu quis ficar aqui . Tenho uma festa amanhã.''
 Os três sorriram.
'' Você é corajosa, hein , garota? '' Falou Jack.
'' Acende a luz aí, alguém...'' Eu falei.
'' Olha, não foi eu, nem Hugo, nem Jack que apagou a luz. Você sabe. Estava com a gente.''
'' Para com isso, Dani...'' Falei.
 Ele foi acender a luz , mas não tinha. Olhei para a do meu quarto, estava apagada também. Eu tinha deixado acesa.
'' Blackout. ''
'' Hã?''
'' Blackout. As vezes acontece no bairro. ''
'' Poxa.'' Eu só tava pensando, como eu ia conseguir dormir, depois dessa história e do blackout.
'' Pensei que alguém tivesse apagado, lá de fora. '' Continuei.
 Eles riram.
'' O que foi? ''
'' Estamos sozinhos aqui. ''
'' Ah.'' Falei.
'' Hugo veio dormir aqui. '' Falou Daniel.
 Sorri, e fiquei olhando para baixo, ainda pensando como ia dormir. Encolhida? Sobrevivendo da luz do celular, e da lua? Suspirei.
'' Oque foi, linda? '' Jack falou, se aproximando mais de mim.
'' Não sei se vou conseguir dormir. '' Falei.
 Eles deram um riso, que foi ficando mais alto.
'' Algum problema?''
 '' Não. É que eu tive uma ideia, e Hugo captou.''
'' Cara, ela não vai querer nem que a loira do banheiro teja no quarto dela! ''
 Eu continuei encarando eles, sem entender nada. E Daniel prosseguiu.
'' Se quiser dormir aqui...'' Daniel falou.
'' Pode dormir na minha cama, tenho dois colchões.''
'' Obrigada mesmo, mas não acho muito legal. Seria muito incômodo..'' Falei.
'' Eu disse! '' Falou Hugo, ainda morrendo de rir com Jack.
 Olhei para o meu quarto. A porta do banheiro estava acendendo e apagando.
'' Olha! ''
 Eles olharam e se entreolharam.
'' Que shit é essa?!'' Exclamou Daniel.
'' Boa sorte, Lexia.'' falou Hugo.
 Eu estava com muito medo.
'' A oferta ainda está de pé? ''
 Eles sorriram .
'' Claro.''
'' Eu durmo no coxão! '' Falei.
'' Nada disso. Pode dormir na cama.'' Falou Daniel.
'' Não, Dani! A cama é sua, você dorme! ''
'' Você é a dama, e eu o cavalheiro, certo? ''
 Eu não entendi bem oque ele falou, mas sorri e aceitei.
'' Obrigada mesmo. Da próxima vez você dorme na cama.''
'' Vai ter próxima?'' Os três falaram, me olhando.
'' Claro. A gente pode chamar as garotas, e fazer uma festa, certo? Tenho dois quartos vagos! Eu posso dormir com as garotas no meu, e vocês no de visitas. Ou se preferirem, no meu, mas eu acho que vocês não iam gostar muito por que o de visitas é mas masculino e tals.''
 Eles se olharam, e sorriram.
'' Ia ser ótimo! '' Eles falaram.
'' Sabe a melhor coisa que podemos fazer quando falta luz? '' Falou Hugo.
'' Brincar de cabra-cega! Falou Jack, caindo nos risos. ''
'' Não, mané! Contar histórias de terror.... Ou melhor, viver o terror!''
 Nós ficamos olhando para Hugo por um momento e quando ele ia traduzir, alguém tocou na porta, lá em baixo.
'' Hã? Estão tocando na porta? Essa hora? Com a falta de luz? Pela rua escura ? Só pode ser algo ruim...Eu que não vou atender.'' Falou Daniel.
'' Nem eu.'' Falou Hugo.
'' Muito menos eu.'' Falou Jack.
 Eu senti um pressentimento de que a pessoa necessitava que eu atendesse a porta.
'' Eu vou.'' Falei.
'' Enlouqueceu?'' Falou Daniel.
'' Pode ser alguém precisando de ajuda... E alem do más, nós temos como saber quem é.''
'' Estou falando de andar pela casa... As vezes ela me dá medo na falta de luz.'' Falou Daniel, e Jack confirmou.
'' Eu vou. '' Falei, me dirigindo a porta. Abri e olhei, não tinha uma janela. Totalmente escuro.
'' Não pode ir sozinha. '' Falou Daniel.
'' Essa casa tem três andares.''
'' Nossa.'' Exclamei.
 Ele pegou dois celulares e me deu um.
 Quando chegamos no segundo andar, ouvimos um barulho.
'' Ah! '' Tomei um susto, e agarrei ele.
'' Calma, Lexia! '' Ele falou, sorrindo.
'' Deve ser o Chubby. ''
'' Chubby ? ''
'' È, o meu cachorro. Agora vamos.''
'' Au, Au! ''
Começou a vir um latido la de baixo.
'' Não foi o chubby.'' Falou ele, me puxando para a escada. Nós ficamos de mãos dadas, e senti meu coração pular. Ele olhou para minha mão e olhou para mim e tentou tirar, com vergonha, mas eu continuei, e ele sorriu.
'' Tem um corredor com várias portas abertas.'' Ele falou.
'' Minha nossa...''
 Era MUITO grande mesmo.
'' Vamos. '' E fomos andando.
 Ouvimos um barulho de passos '' Tec, blosh, tec, blosh.'' O barulho da escada. Estava mais próximo. Nós nos abraçamos e esperamos a tal coisa vir.
 Desceu uma bolinha de cachorro. Bolinha?
'' Então o Chubby está la em cima mesmo...'' Falou ele.
'' Au, Au!'' Falou chubby, vindo da cozinha, direção oposta da bolinha.
'' Não , tava não! '' Gritei, e nós corremos para a porta.
 Quando abrimos estava Rayane e Vitória, morrendo de medo , chorando.
'' Rayane? Vitória? '' Exclamei, junto com Daniel.
'' Alexia? Oque esta fazendo aqui nesse escuro?''
'' Eu estava sozinha em casa..''
'' Ah. Nós também. Temos medo... Já te contaram do Blackout? Da lenda da casa do fim da rua e...''
'' Não querem entrar? '' Falou Daniel.
 Elas entraram.
'' Nossa , que blackout! Pior do que lá fora...''
'' Lá em cima tá melhor.'' Eu disse.
 Subimos. Eu ainda estava de mãos dadas com Daniel... Que fofo!
 Abrimos a porta, Hugo e Jack deram um grito.
 '' Ah, ufa. São vocês. ''
'' Vocês esperavam ser quem? '' Falou Daniel.
'' Vi? Ray?'' Falou Hugo.
'' Eram elas. Eu sabia que era alguém pedindo ajuda.'' Falei.
 '' E essa mãozinha aí? '' Falou Jack, olhando para mim e Daniel. Entramos de mãos dadas. Mas quando ele disse isso , tiramos rapidamente.
'' Você não sabe o medo que deu  , ficar lá em baixo.'' Falou Daniel.
'' Mais com ela, me senti mais forte...'' Continuou, olhando para mim.
 Sorri.
'' È.. Essa mãozinha..'' Falou Rayane, olhando para mim e Daniel.
'' Aw.. Todos os casais reunidos . Faltou só o meu fofo...''
'' Opa, casais?'' Falou Hugo.
'' Eu não tenho casal.'' Falou Hugo.
'' Eu também não...'' Falei.
'' Nem eu.'' Falou Daniel.
'' Vamos fazer uma brincadeira? ''
'' Que tipo de brincadeira?'' Falou Jack.
'' Nós dividimos os casais... Eles pegam o bilhete na sorte. E vão ter que responder perguntas, o casal que errar paga um mico! ''
 Nós concordamos e fizemos os bilhetinhos, com a luz do celular que tornava os papeis visíveis.
 '' Eu tiro os papéis!'' Falou Vitória.
 Nós fizemos um copinho para homens, e outro para mulheres. Segundo Rayane, era obrigado casais homens e mulheres. Sei não, viu.
'' Hugo e...''
 Ela tirou o outro papelzinho.
''Vitória...''
 Hugo ficou meio desapontado, Rayane também, e Vitória achou normal.
 Ela tirou de novo o papelzinho.
'' Rayane e....
 Ela tirou o outro papel.
'' Jack.''
 Eu sorri. Ia ficar com Daniel.
 '' Daniel e Lexia.''
 Ele sorriu também.
'' Vou escrever os micos ... Por favor coloca a luz do celular aqui...''
 Hugo ajudou ela. E ela escreveu uns vinte micos.
'' Prontinho. Pergunta 1, vai para... Rayane e Jack.''
'' Rayane, quantos anos tem Jack?''
'' Hm... 15?''
'' Não. Vão ter que ficar fazendo barulhos estranhos a cada resposta por 3 rodadas. ''
Próxima pergunta : Daniel e Lexia.
'' Daniel, Lexia veio de onde?''
'' Rio de janeiro.'' Ele falou, sorrindo.
'' Ok! Peguem um benefício.''
'' Benefício?''
'' È, pra quem acerta.''
 Daniel pegou.
'' Dar um beijo?''
 Eu fiquei trêmula.
 Então, ele se aproximou de mim...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A life that no one wanted -2-

Manhã de domingo...
 

 Eu acordei cedinho, lá pelas 8. Ok, para mim, é cedo. Talvez para outras pessoas , cedo seja 6 da manhã, ou 5:30 . Enfim, acordei com Sandy lambendo minha mão, que estava pouco-caída da cama. Eu sabia que Sandy ia arrumar um jeito de sair da cerquinha. Só sei que ontem de noite adormeci escrevendo no blog que eu criei:
www.mistoquenteoufrio.blogspot.com . Eu estava postando, quando de repente adormeci. Acordei de manhã, postei o resto , tomei um banho, coloquei uma blusa de manga longa, uma calça e um tênis, estava fazendo muito frio. Tomei um chocolate quente, e cumprimentei os vizinhos. Tinha alguns e algumas adolescentes da minha idade, juntos, em frente á nossa casa. 
'' Filha, vá falar com aqueles adolescentes, eles parecem ser legais. ''
'' Mas mãe, eu tenho vergonha... '' Eu me senti mal com aquela situação.
'' Eles vieram cumprimentar você. Vá falar com eles! ''
 Senti um frio na barriga e corri logo, minha mãe deve ter acordado com o mau-humor das 8 da manhã.
'' Oi...'' Falei num tom baixo, a aqueles adolescentes. Eram 5, duas garotas e três garotos. Eu acho que era a mais alta deles. Para não tomar certezas precipitadas os examinei mais. Tinha uma garota meia baixinha, de cabelos longos castanhos e morena. A outra, era loura e branca, um pouco mais alta. Os três garotos eram altos, mas eu ainda era maior. Pera aí, tem um maior que eu! Nossa, ele é... Lindo... Alto, cabelos castanhos claros, branco e super moderno... Calça longa, Tênis branco... Casaco de couro preto e blusa branca. O outro tinha o cabelo mais louro, era moreno e quase do meu tamanho, também parecia um ator de tv de tão lindo. O outro era ruivo! Ruivo! Ele era branco e ruivo, verdes. O garoto alto e lindo que eu falei tinha olhos... Raros. Amarelos. O garoto moreno, olhos castanhos. A loura um pouco mais alta, olhos pretos... A morena baixinha, olhos azuis escuros. Todos estavam super bem vestidos com roupas de marca, e lá estava eu com uma blusa de manga longa que mais parecia um suéter, uma calça toda rasgadinha ( ainda bem que tem gente que pensa que é moda, para reforçar coloquei uns brilhinhos na parte rasgada) . A única coisa de bonita era meu all-star dourado.
'' Oi. '' O garoto alto e moderno que chamei de lindo exclamou andando em minha direção.
'' Bem vinda...''
'' Obrigada. Obrigada por vir também. '' Eu estava muito sem graça.
 Ele deu um risinho e me levou até o seu grupo moderno.
'' Meu nome é Daniel. E esses são os meus amigos...''
 A garota loura alta estendeu a mão rapidamente em minha direção.
'' Olá, Bem vinda, meu nome é Vitória.''
'' Olá Vitória. '' Falei abrindo um sorriso.
 A moreninha estendeu a mão em minha direção.
'' Oi! Meu nome é Rayane, prazer! ''
'' Oi, prazer! ''
 Os dois garotos ficaram me examinando e nada de ''oi''. Eu me senti tão sem graça! Quando de repente o ruivinho falou , me olhando da cabeça aos pés.
'' Oi...''
 Respondi no maior gelo também... Eu sou tímida, e ainda com aquele clima de sem-graça .
'' Oi...''
 O moreno louro, que mais parecia um ator veio me cumprimentar.
'' Olá garota! Meu nome é Arthur. Muito prazer! '' Eu dei graças a deus, por que o garoto quebrou o gelo.
'' Qual o seu nome ? '' Perguntou Daniel.
'' È Alexia...'' Sussurrei.
'' Que nome bonito. '' O garoto abriu um enorme sorriso. E eu também.
'' Obrigada , o seu também. '' Nós estávamos no maior clima de timidez, quando de repente Rayane falou:
'' Nós estávamos indo para a sorveteria. Você quer ir também? ''
 Olhei para todos, como se fosse perguntando : Ah, obrigada! Tem certeza que não tem problema? Eu olhei para o ruivo, ele ainda estava me analisando. Afinal, qual era o nome dele? Eu estava me achando muito sem graça para perguntar.
'' Eu não sei... Estou sentindo que estou sobrando. '' Eu tive que ser verdadeira.
 Eles lançaram um olhar de gelo para o menino ruivo, e a garota loura me puxou para falar com ela.
'' Desculpe, o Hugo não era assim... Ou melhor, ele nunca foi assim. Não sei oque houve, ele sempre foi o mais pateta e simpático. Ruas atrás ele estava feliz, que ia cumprimentar a nova vizinha.''
'' Acho que ele se desapontou quando viu sua nova vizinha. '' Falei, ainda olhando para baixo.
'' Olha, eu sei que te conheci agora, mais relaxa. Eu sei que você é uma boa pessoa, e sempre tem um lugar a mais no nosso grupo. Mais só tem um problema. ''
'' O que ? '' Espantei-me.
'' A única vez que vi ele assim, foi quando se apaixonou por uma garota. Ela partiu  seu coração, e ele disse que nunca mais vai querer se apaixonar por uma. E se sentir algo diferente, vai fechar a cara.''
 Eu só fiz uma cara de espantada, e pouco depois, saiu um riso de mim, não sei como.
'' O que foi ? '' Ela perguntou, meio que não entendeu nada.
'' È impossível! Ele nunca me viu na vida! ''
'' Você não conhece o Hugo. '' Ela falou, e me puxou para o grupo.
'' E então, vamos? '' Falou Daniel.
 O garoto ainda me olhou de cima a baixo.
'' Ahan...'' Disse o ruivo que mais parecia super incomodado com minha presença.
 Ele me olhou de novo, e eu fiz uma cara super triste pra ver a reação dele. E né que funcionou? Ele pareceu mudar do nada. Ele deu um sorriso. Sorriso. Ainda bem, senhor! E, nossa... Que sorriso branco, lindo... Mas não se compara á Daniel, ele é charmoso...
 Vitória pegou na mão de Arthur. Eles eram namorados. Rayane ficou paquerando Hugo, e graças a deus, só sobrou Daniel pra mim ( hahaha to brincando, ele já deve ter namorada. Tão lindo... E tem tantas loiras, pra que ele vai gostar de uma garota com cabelo vermelho ? )
 Enquanto eles andavam, Hugo e Arthur ficaram conversando. Rayane e vitória fofocavam algo, e Daniel só andava olhando pra frente. A coisa mais tensa é que toda vez que eu olhava para Daniel, ele tirava os olhos de mim bem rápido , como se tivesse me olhando. Sò pra quebrar o gelo, eu não queria deixar alone o primeiro garoto que veio falar comigo. Nós estávamos saindo quando gritei : ''Mãe, to indo na sorveteria!''
ela gritou : '' Tá , me liga quando voltar! '' Eu olhei para ele e ele estava rindo, sozinho. Eu até senti um pouco de vergonha. Então eu fui quebrando o gelo de novo.
'' Então, você mora neste condomínio? ''
 Ele olhou pra mim, e ainda sorrindo respondeu:
'' Sim, a minha casa é ao lado da sua. ''
'' Que legal. '' Argumentei.
 Ele abriu um sorriso ainda maior, dessa vez olhando para baixo. Eu percebi que ele estava sem jeito, mais por incrível que pareça, eu estava solta. Minha timidez desapareceu, na verdade só quando eu falava com ele.
'' Daqui a pouco começam as aulas, né ? '' Falou mudando de assunto.
'' È...'' Eu estava triste por conta disso.
'' Que série você é ? '' Ele perguntou para mim .
'' Primeiro ano...'' Afirmei.
'' Eu também. Tenho quinze. '' Disse ele.
'' Na verdade eu faço quinze este ano. '' Falei. 
'' Eu fiz semana passada. '' Exclamou o lindo garoto.
'' Ah! Então, parabéns atrasado! ''  Falei.
 Ele deu uns risinhos e continuou olhando para baixo. Olhei para os garotos , e nem percebi, Hugo continuava me olhando com aquela expressão de fúria misturada com tristeza.
 '' Você é do colégio '' Universal '' ? '' Cruzei os dedos nessa hora.
'' Sim, da sala B. '' Falou ele.
 Ai que ótimo! Agradeci por dentro e comecei a falar.
'' Que ótimo! Eu também. ''
O garoto se espantou.
'' Mesma sala? ''
'' Sim! '' Afirmei.
'' Achei que ia ficar sozinho. ''
 Opa, isso quer dizer  que ele me quer como companhia no colégio?
'' Isso é um convite para nós andarmos juntos? '' Meu deus, como foi que isso saiu da minha boca?
 O garoto riu.
'' Hahaha, não...''
 Eu fiquei triste na hora, mas não parei de sorrir. Sò dei um sorriso falso. Mas parecia que ele ia continuar.
''... Isso é um convite para além disso, você sentar sempre do meu lado. ''
 Abri um enorme sorriso na hora, e ele também. Ele olhou pra mim, ainda bem. Achei que ele ia olhar pra baixo o caminho inteiro. 
'' Com prazer! '' Afirmei.
 Nós rimos , e antes de nós percebemos, já tínhamos chegado. A sorveteria era pequena, não tinha ninguém.
 Por isso sempre levo dinheiro na bolsa... Pensei por um momento.
 Chegamos e pegamos uma mesa de 6 lugares. Eu sentei do lado, perto da ponta. Do meu lado não tinha ninguém, e em seguida, ninguém ( a ponta ) . Daniel sentou do meu lado. ( Que fofinho! ) E Hugo do meu outro lado. O estranho foi que só nós tínhamos sentado, nós três fomos pegar a mesa , enquanto Vitória, Rayane e Arthur foram pegar os sorvetes. Eu olhei meio confusa para Daniel e fiz sinal assim: '' Por que ele sentou do meu lado? Ele me odeia né? '' ( Hugo não estava olhando pra mim, estava olhando para a janela)
 Daniel sussurrou: '' Não... Ele gosta mais do que você imagina... ''
 Eu fiz uma cara feia para Daniel e ele começou a rir.
'' Mais é impossível! '' Sussurrei.
'' Você não...'' Eu o interrompi.
'' ''Você não conhece o Hugo'' '' Falei.
 Ele riu novamente. E de repente percebi outra coisa.
'' E por que você sentou do meu lado? '' Falei, dando risos.
''  Por que eu gosto de você mais do que você imagina. '' Ele falou, se segurando para não rir.
'' Hahaha muito engraçado. '' Falei.
 Vitória chegou, Segurando um monte de copinhos, Rayane com as colheres e Arthur com uma tigela gigante, com potinhos pequenos com sabores diferentes. Tinha 4 sabores. Amor perfeito , doce de leite, baunilha e chocolate.
'' Espero que gostem. '' Falou.
'' Obrigada! '' Agradeci, e os outros também.
 De repente me lembrei. Eu não paguei.
'' Ei, mais faço questão de pagar! ''
 Ele deu um riso.
'' Que nada. Isso aqui foi o preço de um sorvete. O sorveteiro é  meu amigo. ''
'' Mesmo assim. '' Falei.
 Daniel colocou a mão sobre a minha e falou.
'' Relaxa...''
'' Tu-Tudo bem. '' Droga! Eu gaguejei! Que ódio! Oque ele vai pensar? Mais no momento meu coração pulou. Olhei para Daniel, ele estava olhando para Hugo, e Hugo para Daniel, Hugo fazendo uma cara de ódio e Daniel sorrindo. Acho que eles não se davam bem. Eu me senti meia sem graça naquela hora..
'' Vou ao banheiro...'' Falei.
'' Tudo bem. '' Daniel falou.
'' Vou com você, Lexia! '' Falou Vitória.
'' Okay. ''
 Quando nós chegamos ao banheiro, ela pegou a bolsa e começou a retocar a maquiagem. 
'' Não vai no banheiro? '' Ela perguntou.
'' Não...'' Falei.
'' Não vai retocar a make? '' Ela continuou.
'' Não...'' Respondi novamente.
'' È Daniel ou Hugo? ''
 Eu me assustei no momento.
'' Hã? Como assim Daniel ou Hugo? ''
'' Vi que você gaguejou na hora. Isso só significa... Vergonha alheia, timidez, coração pulando. Ah, então é o Daniel.''
 Eu continuei negando, e ela falou:
'' Olha, eu sou confiante. Pode ter me conhecido hoje, mas não tem problema. Quando você perceber que eu sou confiável, pode falar comigo, eu te ajudo. Eu conheço o Hugo mais que tudo, ele é meu melhor amigo. E o Dani é meu amigo de infância. Posso te ajudar.
 Sorri para ela.
'' Obrigada Vi. '' Falei. Ela sorriu também.
'' Agora, se maquia!Você está pálida! ''
 Ri um pouco, ela me deu um Gloss, um lápis , um rímel, um pó e um blush.
'' Isto é suficiente. Você é muito bonita. ''
'' Obrigada. Você também. ''
 Eu me maquiei, ela retocou a maquiagem e nós saímos. Percebi que Hugo e Daniel estavam discutindo alguma coisa. Vitória se sentou, e eu estava sem jeito por que eles estavam com a mão na minha cadeira, para discutir melhor. Então eu tive que ficar parada lá esperando, e quando eles me olharam, parecia que tinha uma nave passando. Eu fiquei com tanta vergonha!
'' Olha, maquiada! Ficou linda! '' Falou Arthur.
'' Linda? Ela ja é linda. Agora ela ficou  perfeita, na verdade, mudou pouco, com ou sem maquiagem ela...'' Daniel falando interrompeu.
'' Desculpe. Pensei alto demais.'' Continuou.
 Me senti ainda mais sem graça. E Hugo não tirava os olhos de mim. Daniel estava olhando pra baixo e com uma cara toda vermelha, mas eu acho que não mais do que a  minha. Eu sentei, e Hugo ficou me olhando fixamente.
'' Ah.. Obrigada gente. '' Falei.
'' Bom, então vamos comer! '' Falou Rayane.
 O pessoal se serviu enquanto eu fiquei pensando por que Daniel fez aqueles comentários para mim. Não pareciam amigáveis, pareciam mais que amigáveis.
 '' Você quer? '' Alguém me ofereceu, eu não vi.
  Era Hugo. Ele me ofereceu um sorvete . Não sei. Uma hora ele me odeia, outra não... Enfim. Ele era muito fofo. Sabe aquele garoto que tem uma simpatia tão fofa que a garota as vezes se encanta? Pronto. Ele ficou sorrindo.
'' Obrigada! Qual é o sabor? ''
'' Amor perfeito... '' Ele falou, dando um sorrisinho atrapalhado.
 Sorri mais uma vez e comecei a comer. O Daniel chegou me oferecendo outro sorvete.
'' Quer sorvete? '' Ele falou.
 Percebi a cara decepcionada quando ele me viu com o sorvete amor-perfeito.
'' Eu já estou com um... Mais obrigada, Daniel. Mesmo.'' Falei. Eu não consigo comer 2 potões de sorvete, só quando estou extremamente triste.
'' Tudo bem. Mais... Como você foi lá pegar , se eu não vi? ''
'' Bem... O Hugo me ofereceu. ''
 Ele me olhou meio que chateado , e olhou com uma cara pra Hugo, que dessa vez estava sorrindo.
'' Qual o sabor? '' Ele perguntou com uma voz de ódio tentando ficar feliz. 
'' Amor perfeito...'' Respondi.
 Ele se virou e foi comer em outra mesa. Eu não entendi... Olhei para Hugo, e ele estava sorrindo.
'' Está feliz? '' Perguntei, com a maior ironia.
 Ele fechou a cara na hora, e eu senti que não devia ter falado aquilo.
'' Sim. '' Ele falou, e abriu um sorriso novamente.
Deixei pra lá, abaixei a cabeça e comi uma colherada de sorvete.
'' Então, Alexia... Vamos começar do zero? '' Falou Hugo, com aquele jeitinho de príncipe que me atraía.
 Olhei para ele e abri um sorriso.
'' Claro. ''
'' Prazer, meu nome é Hugo. '' Ele estendeu a mão.
'' Prazer, o meu é Alexia. '' Apertei a mão dele.
 Ele riu um pouco e eu também, olhei para Daniel , comendo sozinho.
 '' Vou chamar ele. '' Falei para Hugo.
'' Tá. '' Ele disse, tentando disfarçar a raiva.
 Me aproximei dele.
'' Ei...''
 Ele não respondeu e continuou a comer o sorvete.
'' O que houve? ''
'' Nada... Tá tudo bem. '' E ele deu um risinho.
'' Volta pra lá...''
'' Não... Eu prefiro ficar aqui.'' Ele falou.
'' Então não está tudo bem. ''
 Ele olhou para mim e começou a desabafar.
'' Eu não gosto muito do Hugo. ''
 Eu acho que isto já estava claro demais.
'' Por que ? '' Perguntei.
'' Bem... Ele encrenca muito comigo. E está dando em cima de você...''
 Aproveitei aquele momento para testá-lo.
'' E qual o problema dele dar em cima de mim? ''
 Ele riu.
'' Nenhum....''
'' Então vamos voltar, não é ?''
'' Tá. ''
 Só que quando chegamos na mesa , o pessoal já estava indo embora. Meu telefone tocou, era a Bruna. 
'' Um minuto por favor, Daniel...'' 
'' Tá. '' Falou rindo.
Eu: Alô?
Bruna: Oi, miga! Que saudade!
Eu: Bru, que saudades!
Bruna: Eu liguei pra avisar que hoje não posso entrar no msn....
Eu: Tudo bem. Então a gente se fala próxima semana.
Bruna: Ok. Agora não dá mesmo....
Eu: Heheh, não dá mesmo não.
Bruna: Por que?
Eu: Ha, te conto no msn daqui a 8 dias.
Bruna: Alexia sempre com suas chantagens.
Eu: Hahaha, beijos, tchau!
Bruna: Tchauuu beijos!
Bruna: Ah, você ainda vem pro Rio?
Eu: Hm...Não sei. Se não der certo a condição financeira dos meus pais, eu vou morar aí no Rio.
Bruna: Ok, beijos tchau!
Eu: Tchau.
'' Desculpe, Daniel. Eu precisava atender e...''
'' Você vai pro Rio? ''
'' Ahh.. Não sei... Se a condição financeira dos meus pais melhorarem... Eu fico.''
 Ele olhou para baixo e ficou meio triste.
'' Porque está triste? ''
'' Por que mal conheci você, e você pode ir embora....''
'' Ah, tudo bem... Vai ser difícil eu ir. ''
 Ele sorriu.
'' Bom , então acho que vou para casa. '' Eu disse.
'' Tudo bem. '' Ele disse.
'' Então, tchau ...'' Eu falei.
'' Tchau. '' E ele me abraçou.
'' Te vejo na festa que vai ter lá em casa amanhã! ''
'' Hã?'' Me espantei.
'' duas da tarde! Ah, vai ter piscina! ''
'' Ah, tudo bem! ''
'' Quero ver você lá! Tchau! ''
'' Tchau...''
 E fui para casa.





domingo, 22 de janeiro de 2012

A life that no one wanted -1-





 -'' Uma garota não escolhe a vida. Não que eu não queira, eu adoro ela. Mais, sempre tem algo de ruim na vida de uma garota, e é isso que as vezes acontece comigo...
Meu nome é Alexia. Tenho catorze anos, moro com os meus pais em Florianópolis. E é só isso que as pessoas sabem de mim ''
  Minha vida não é a melhor de todas, mas até que é boa. Eu gosto da minha família. Mas da escola? Tudo bem. Eu gosto de estudar, mais tiro notas baixas... Sou sozinha, não tenho amigos. Não sei se é pelo fato de eu ser tímida. Mais muitas pessoas ficam tirando onda com meu cabelo. '' E aí ruivinha, vive vermelhinha'' . Acho que é só por que eu sou tímida mesmo, eu sou MUITO tímida. Enfim, aconteceu uma felicidade comigo. Vou me mudar para outra escola, e vou tentar ser outra pessoa. Uma pessoa que eu nunca fui.
 Estava chovendo, muito frio...
'' Manhê, vou no parque de diversões. ''
'' Sozinha filha ? Nessa chuva? ''
'' Você sabe que é tradição, todo sábado vou á casa do terror, e na montanha russa. ''
'' Desculpe filha, mas está com muitos trovões. Já vai dar sete dá noite e não quero que você saia agora. Amanhã, talvez? ''
Suspirei.
'' Mãe, amanhã está fechado. ''
'' Então espere até o próximo sábado, por que segunda é seu primeiro dia na escola nova.''
'' Eu sei, mãe...''
 Minha mãe suspirava enquanto colocava as roupas na máquina de lavar.
'' Filha, eu sei que estou um pouco exigente agora. Chegamos a pouco tempo do Rio de Janeiro, não temos empregada, e eu ainda não arranjei um emprego fixo. Que tal me ajudar? Prepare o jantar...''
 È verdade. Não estávamos nas melhores situações, então eu precisava ajudar meus pais.
'' Tudo bem, mãe. Tudo para lhe ajudar. ''
 Minha mãe sorriu enquanto terminava de colocar a última roupa suja na máquina.
'' Filha, eu te amo, e você sabe disso. Seu pai foi transferido para cá, e... Bem, é o melhor para fazer agora. Se ele não aceitasse, estaríamos desempregados...''
'' Tudo bem, mãe. Vou lá na cozinha preparar o frango. ''
'' Eu ajudo você. ''
 Eu estava meio triste, me sentia muito sozinha. Odiava aquela minha escola antiga, tomara que essa nova não seja tão ruim quanto eu espero. E vou tentar mudar um pouco minha personalidade, é claro, se eu não amarelar na hora. Pensando nisso, suspirei enquanto passava a mostarda no frango. Pois é, mostarda no frango. È um prato que eu inventei. Eu pego o frango, passo mostarda e um monte de coisas doidas , e coloco no forno. Fica bem mole e delicioso. Coisas doidas é oque eu chamo de temperos. Não sei se foi eu que inventei, afinal, pelo que eu sei , se passa mostarda na picanha e não no frango. Minha mãe chegou e começou a preparar a farofa.
'' Você pode ficar com sua tia, um período, até eu e seu pai melhorarmos do bolso. ''
 Até me alegrei um pouco, mais eu não queria ficar longe deles.
'' Tudo bem , mãe. Você que sabe. ''
'' Pelo menos fique um ou dois meses aqui. Se não melhorarmos mando você para o Rio de Janeiro, para morar com sua tia. ''
'' Sabe, mãe. Até estou gostando daqui. Mais se for melhor, até que vou me sentir bem lá. Com meus amigos, minha melhor amiga, a Bruna... Mais eu vou morrer de saudades de vocês, não vou ficar lá por muito tempo. ''
 Minha mãe riu, enquanto esquentava a farinha. Passei uns temperos e coloquei o frango no forno. De repente, um barulho de campainha.
'' Eu atendo! '' Gritou minha mãe.
'' Acho melhor lavar minha mão...'' Falei comigo mesma. Ela estava ensopada de mostarda e coisas doidas.
 Quando cheguei, lá estava meu pai, com um pacote gigante. Uma caixa de papelão, com um embrulho de presente e furinhos. Furinhos ?
'' Oi, pai! '' Corri e dei um abraço nele.
'' Oi , filhota! Eu trouxe uma surpresa para você! ''
 Sorri e rapidamente abri o pacote, eu estava ansiosa. Se é exatamente oque eu estou pensando...
 Me surpreendi. Abri a caixa com um embrulho , e lá estava ela. A Sandy. Fiquei muito surpresa! Ela é minha cachorrinha de estimação. Tenho ela desde criança, é uma Maltês . Meus pais não tiveram dinheiro suficiente para trazer ela junto do Rio...
'' Pai, que incrível! Obrigada! '' Dei um abraço nele enquanto segurava a Sandy, a minha única companheira . Eu disse que não tinha amigos na escola, mas os meus vizinhos ? Sim... Minha melhor amiga, a Bruna era minha vizinha... Dei um beijo em Sandy, e nos meus pais. Sandy deu uma lambida no meu braço. Para mim, ela não é uma cadela normal. Ela vê tv, dança, me obedece e me entende . Sério. Sandy é praticamente minha segunda vida! Sem ela... Oque eu seria? Ah, claro, também tem meus pais. E minha melhor amiga. E meus amigos vizinhos.
'' Ora, por nada! Já estava na hora! A casa estava muito triste... Sem Sandy. ''
 Abracei ele e comecei a sentir um cheirinho.
'' O frango já está cheirando! ''
'' Fez a sua receita '' Frango com coisas doidas ? ''
'' Fiz sim, pai! ''
'' Ah, eu adoro! E, por que você não diz temperos ao invés de coisas doidas? ''
'' Você sabe. Para mim não são temperos, são coisinhas pequenas coloridas que dão gosto. ''
 Meu pai e minha mãe riram, e foram direto á cozinha. Comecei a fazer o arroz, minha mãe colocou um radio pequeno e tocou aquelas músicas de balada. Comecei a dançar enquanto mexia o arroz, e meus pais também!
'' Mexe, mexe, mexe, senhora (8) '' Meu pai cantou.
'' Hahaha! '' Minha mãe riu.
'' Agora é só deixar o arroz na panela e depois coloco as coisas doidas. Mãe! ''
'' Oi, filha! '' Respondeu minha mãe.
'' Por favor, coloca os legumes na farofa, e as coisas doidas no arroz. O frango está quase pronto. Vou abrir um pouco e colocar o molho apimentado. ''
'' Huuuuuuuum! '' Falou meu pai, acho que ele estava gostando do cheiro do frango.
'' Eu estou com muita fome, comida, comida ! '' Meu pai começou a protestar com o garfo e faca.
 Coloquei o molho no frango, e coloquei de volta ao forno. Minha mãe terminou de colocar as coisas doidas e os legumes.
'' Ainda temos que esperar uma hora para o frango. '' Argumentei.
'' Ah! Poxa. Então vou ver tv. '' Falou o meu pai.
 Espera aí, percebi uma coisa estranha, quando olhei para a Sandy.
'' Pai! ''
'' Sim filha? ''
'' Onde estão as coisas da Sandy ? A caminha, o pote, a comida... Seu travesseiro...''
'' Ah, filha. Já estão no seu quarto, por isso escolhi ele com uma porta tipo uma despensa. Tirei a porta enquanto você foi hoje ao shopping e coloquei uma cerca pequena. A Sandy vai ficar lá! ''
 Me espantei.
'' Como eu não percebi? ''
'' Está atrás da cortina que você não podia abrir. ''
'' Você é demais, pai! ''
 Corri e dei outro abraço! Ele era incrível!
'' Agora suba, e veja se a Sandy se acostuma com o novo lar. Eduque ela para ela não fazer xixi, afinal, para ela esse é um lugar estranho.''
 Obedeci, e chamei a Sandy. Ela ainda não sabia subir na escada, só descer. Então eu ajudei ela.
'' Sandy, eu estava com tantas saudades! ''
 Ela retornou a me lamber.
'' Vamos ver seu novo lar? ''
 Sandy começou a latir.
 Entrei no meu quarto e abri a cortina. Aquilo era absolutamente incrível. Tinha até uma lâmpada rosa, azul, e amarela. Esqueci de dizer que a Sandy é muito mimada e exigente. Tratamos ela como uma rainha. O quarto era pequeno para mim, mais para ela foi suficiente. A parede estava pintada. A tinta estava ainda um pouco fresca, por isso não deixei a Sandy entrar. A pintura era de corações e de fotos com cachorros lindos, a cadela da rainha, o cachorro do rei. Todos os cachorros ''Supers''. Na minha família cachorro é sagrado. Comemos até pipoca com eles, dividimos a comida. Sandy não tem doença nenhuma. Ela deixa a gente dar banho nela, escovamos os seus dentes todos os dias. E no Rio de vez em quando ela ia para o salão comigo, e no ''Espaço Pet'' Que tem no shopping do Rio, A Sandy aparava os pelos e fazia as unhas. Ah, a Sandy já estava reclamando. Ela não gosta de ficar sem seu vestidinho rosa que comprei para ela. Ele é confortável e não irrita, como a maioria dos outros vestidos. Por isso ele foi o dobro do preço. Comprei sapatinhos que não irritam, mas ela faz questão de só usar quando sair. Sua caminha estava mais caprichada, dessa vez uma cama rosa com  o seu travesseirinho predileto que eu dei quando ganhei ela. Está meio bufento, mais ela adora. É um travesseiro branquinho com estrelinhas azuis. Ela tem um cobertor roxo, que dessa vez era verde. O botão para ligar a luz era do seu alcance, já que ela aprendeu a ligar com o focinho, ou com a patinha mesmo. A Sandy é muito inteligente. Do lado, uns cabides em um pitoco que ficava colado na parede, que fofinho, parecia um Closet . Tinha suas roupas em cima, e do outro lado, seus sapatinhos . Não eram muitos, mais todo dia ela escolhia seu vestidinho e pedia para eu colocar nela. Tinha um tapete pequeno, e seu tradicional '' urgência '' . È um pinico para cachorros, caso ela não aguente e eu esqueça de levar ela para passear, eu nunca esqueço, mas caso eu esteja fora, ou ela não ter como sair e eu estiver lá embaixo. Pois é. Levamos isso á sério.
'' Gostou, Sandy ? Sempre mimada! ''
 Sandy latiu e começou a me lamber como se fosse um '' Adorei, obrigada! ''
 Ficamos observando um tempo o quarto da Sandy, e eu tive que fechar a cerquinha por que ela estava muito curiosa e queria entrar. Se ela esbarrasse na tinta fresca? Eu ia levar uma bronca daquelas...
 Para uma garota de catorze anos, eu não levo muito essa coisa de adolescente. Brinco muito, ainda gosto de bonecas. Pulo na cama, etc. Apesar disso, no meu auge número um de desejos, estão os garotos. Ah, eu me lembro . Tinha treze anos quando eu era apaixonada por um, ano passado, no Rio. Só que ele tinha namorada. Trágica história, não ? Minha vida não é que nem aqueles livrinhos de amor. Sobre a história de uma garota que fica afim de um garoto, só que ele está namorando, só que depois eles  terminam juntos. Isso é história da carochinha! Comigo não, eu continuo Forever Alone. Nunca tive um namorado. E ignoro quando dizem que eu sou muito bonita, e que só não se aproximam de mim por que sou muito tímida, e ás vezes sou tanto que chego a ser egoísta sem perceber. Falou um garoto, que gostava de mim ano passado. E minhas amigas também, e todo mundo. Normalmente quando alguém que eu não tenho intimidade vem falar comigo, eu não me sinto muito bem. Eu arrumo a pior desculpa para a pessoa ir embora logo, curta e grossa. Por que tenho muita vergonha, não sei. Eu falo tipo : '' Ah sai daqui. '' '' Sai fora. '' '' Tchau. '' '' Não fale mais comigo'' . Depois vem o sentimento de culpa, mais isso sai da minha boca como se fosse uma autodefesa. Fala sério, todos dizem isso. E odeio quando perguntem : '' Você é daqui ? Parece estrangeira... Cabelos ruivos e branca, você não gosta muito de praias , não é ? Hunf. '' Isso me deixa muito incomodada. Mas é verdade, eu odeio praias. Prefiro piscina. Faltava cerca de vinte minutos para o jantar. Sandy estava brincando com sua boneca de borracha, e eu estava navegando na internet. Era a Bruna.
Eu : Bruna!
Bruna: Bff! Que saudades, menina! To aqui na praia de Copacabana.. Pois é, viajei para cá!
Eu : Que legal! Eu estou aqui em Florianópolis.. Pois é, viajei para cá!
Bruna: Hahaha. Engraçadinha! Eu já sabia disso. Eu vou te visitar quando poder!
Eu : Faça isto mesmo, por favor! E... Talvez eu vá para aí daqui a um ou dois meses!
Bruna : Òtimo! Hum... A minha nova vizinha até que é legal.
Eu : Uma das moradoras que comprou a casa?
Bruna : Sim...Bem, o nome dela é Samantha.
Eu : Hum... Ei, qualquer dia desses entra no msn ?
Bruna: Com certeza... Falando nisso, essa semana tá pesada, vai começar as aulas... Na próxima semana eu entro. Amanhã, ok? 
Eu : Fechado! 
 Eu ouvi uma voz da minha mãe me chamando.
'' Filha! Ta pronto! Vem aqui, me ajuda a tirar o frango! Eu tenho que fazer o suco de limão...''
Bruna: Dia do frango com coisas doidas?
Eu: Pois é!
Bruna: Então, vou nessa!
Eu : Ok! Até amanhã, um beijo! Ei, não inventa de tomar banho de mar , hein ? 
Bruna: Hahaha, não. Eu só to andando aqui na areia tomando água de coco com o Marquinho.
Eu : Ah, tá! Manda um beijo pro Marquinho.
Voz dos fundos : Outro pra ela!
Bruna: Ele mandou outro!
Eu : Um beijo, fui!
 Desliguei o telefone. Marquinho era o namorado da Bruna. Ela não era forever alone como eu, ela é muito bonita. Ela é alta, magra, morena e tem cabelos castanhos mel. Seu olho verde parece o verde das folhas. Ao contrário do meu, cinzento... Folhas secas. Meu olho é azul-cinzento. De manhã ele fica cinza, por conta dos raios do sol. Só de noite, ele fica bonito... Azul-turquesa. Enfim. Bruna é a mais popular da sala, e eu , apesar de amiga dela , não sou tão aceita pelo club dos populares, por isso que Bruna abandonou eles para ser minha amiga. Ela é muito legal. Desci e minha mãe estava tentando dar uma de quatro-braços.  Ajudei ela a tirar o frango que estava metade para fora, enquanto ela continuava fazendo o suco.
'' Demorou, hein? ''
'' Desculpe, mãe. Estava falando com a Bruna.''
'' Ah! Tudo bem.''
 Jantamos e cada um foi para um lado. Minha mãe foi ver tv no quarto, meu pai foi assistir ao jogo na tv da sala, e eu fui para o meu quarto, ver tv também. Estava passando 'Icarly' Eu AMO Icarly.
 Fui dar uma olhada no meu blog depois, escrevi um pouco... E acabei adormecendo.